Cinto de segurança paraquedista: quando trocar e como inspecionar
O cinto de segurança tipo paraquedista é o equipamento que segura o trabalhador em uma queda. Em trabalho em altura (NR-35), ele faz parte de um sistema: cinto, talabarte ou trava-quedas, conectores e ponto de ancoragem. Se um elo estiver comprometido, o sistema inteiro falha.
Inspeção antes de cada uso
- Fitas: cortes, fiapos, queimaduras, manchas de produtos químicos, endurecimento ou desbotamento forte
- Costuras: fios soltos, rompidos ou cortados
- Ferragens: fivelas, argolas e mosquetões sem trincas, corrosão, deformações ou folga
- Etiquetas legíveis, com identificação, CA e informações do fabricante
- Absorvedor de energia sem sinais de ativação
Quando retirar de uso
- Sempre que houver dano visível ou dúvida sobre a integridade
- Imediatamente após uma queda: o equipamento que segurou uma queda deve ser retirado de uso e analisado conforme o fabricante
- Quando atingir o limite de vida útil informado pelo fabricante
- Quando a etiqueta se perder e o equipamento não puder ser identificado
Por que reaproveitar não compensa
Um cinto paraquedista novo costuma custar em torno de R$ 150 a R$ 200 (referência; varia por modelo). Se um acidente envolver um cinto antigo ou duvidoso, o laudo técnico para analisá-lo costuma custar mais do que comprar um novo, sem contar o risco para o trabalhador e as consequências trabalhistas e previdenciárias para a empresa.
O que a NR-35 exige
- Capacitação dos trabalhadores e reciclagem periódica
- Análise de risco e permissão de trabalho para a atividade
- Sistema de ancoragem adequado
- Inspeção dos equipamentos, com registro, e plano de resgate
- Aptidão médica para trabalho em altura
- Cinto abdominal protege contra queda?
- Para retenção de queda, usa-se o cinto tipo paraquedista com talabarte ou trava-quedas. O cinto abdominal não é adequado para segurar uma queda.
- Posso lavar o cinto paraquedista?
- Siga o manual do fabricante: em geral, limpeza com água e sabão neutro e secagem à sombra, sem produtos químicos agressivos.
Veja também
Resumo informativo, sem valor de parecer jurídico ou técnico. A redação oficial e vigente das Normas Regulamentadoras está no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (gov.br). Para aplicar a norma na sua empresa, consulte o profissional de segurança do trabalho.
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