Quanto custa um acidente de trabalho? Por que o EPI sai mais barato
Muita empresa olha o preço do EPI como despesa e esquece o outro lado da conta: o custo de um acidente. Um único acidente grave pode somar custos trabalhistas, previdenciários, administrativos, até criminais, além da parada da operação. Em geral, o EPI correto, trocado no prazo, é a parte mais barata dessa conta.
Os custos de um acidente
- Trabalhista: indenizações por danos materiais (tratamento, pensão) e morais, além de possível estabilidade de 12 meses para o acidentado após o retorno do benefício acidentário
- Previdenciário: ação regressiva do INSS contra a empresa que age com negligência nas normas de segurança, e impacto no FAP/RAT
- Administrativo: autuações e multas da inspeção do trabalho, e embargo ou interdição quando há risco grave e iminente
- Criminal: lesão corporal ou homicídio culposo, em acidentes graves ou fatais, quando há culpa dos responsáveis
- Operacional: parada da obra ou da linha, substituição de pessoal, perda de produtividade, seguros e contratos em risco
- Reputação: perda de clientes e de licitações; a empresa passa a ser vista como insegura
O que a empresa precisa provar em um processo
Em ação trabalhista por acidente, a empresa costuma ter de comprovar que cumpriu a norma: PGR atualizado, EPI adequado e com CA válido, ficha de entrega assinada, treinamento de uso e fiscalização do uso. A ausência desses registros pesa contra o empregador, mesmo quando o trabalhador também errou.
Fazendo as contas
Um kit de EPI por trabalhador, reposto no prazo, tem custo conhecido e previsível. Uma condenação, uma ação regressiva ou uma perícia pode custar de uma vez mais do que anos de EPI para toda a equipe. Por isso, comparar o preço do EPI com o custo do risco quase sempre leva à mesma conclusão: prevenir é mais barato.
O exemplo do cinto de segurança
Um cinto tipo paraquedista novo costuma custar em torno de R$ 150 a R$ 200 (valor de referência, varia por modelo e fabricante). Se o equipamento envolvido em um acidente for questionado, o laudo técnico para avaliá-lo muitas vezes custa mais do que um cinto novo. Reaproveitar um cinto duvidoso para economizar essa quantia é um mau negócio.
Veja também
- Quando trocar o EPI: vida útil e validade
- Cinto paraquedista: quando trocar e inspecionar
- Acidente de trabalho: CAT e o que fazer
- NR-28: fiscalização e penalidades
- PGR: programa de gerenciamento de riscos
Resumo informativo, sem valor de parecer jurídico ou técnico. A redação oficial e vigente das Normas Regulamentadoras está no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (gov.br). Para aplicar a norma na sua empresa, consulte o profissional de segurança do trabalho.
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