Quando trocar o EPI: vida útil, validade e sinais de desgaste
EPI não dura para sempre. Com o uso, ele se desgasta, perde proteção e pode falhar justamente na hora do risco. A NR-6 manda o empregador substituir imediatamente o EPI danificado ou extraviado, e o fabricante informa a vida útil e as condições de uso de cada modelo.
Validade do CA não é vida útil do equipamento
São duas coisas diferentes. A validade do CA é a da aprovação do modelo. A vida útil do equipamento depende do fabricante, da frequência de uso, da limpeza, do armazenamento e de impactos ou contato com produtos químicos. Um equipamento com o CA ainda válido pode estar impróprio para uso.
Sinais de que é hora de trocar
- Capacete: trincas, deformação, suspensão frouxa ou impacto sofrido; siga o prazo do fabricante para a suspensão e a carneira
- Luvas: furos, rasgos, ressecamento, perda de aderência ou contaminação por produto químico
- Calçados: solado desgastado, bico amassado, biqueira exposta ou rachaduras
- Óculos e protetores faciais: riscos que atrapalham a visão, trincas e folga nas hastes ou no elástico
- Respiradores PFF: respiração difícil, umidade, sujeira ou dano; filtros e cartuchos conforme o fabricante
- Protetores auriculares: perda de elasticidade, sujeira e deformação; os de espuma são, em geral, de uso curto
- Cintos e equipamentos de queda: qualquer dano nas fitas, costuras ou ferragens, e sempre após uma queda
Reaproveitar EPI sai caro
Prolongar a vida de um EPI para poupar alguns reais cria um risco desproporcional. Se houver um acidente, o equipamento será examinado: pode ser necessário laudo técnico e perícia, e a empresa terá de explicar por que um item vencido ou desgastado continuava em uso. Um cinto novo, por exemplo, costuma custar em torno de R$ 150 a R$ 200, e o laudo para avaliar um cinto antigo envolvido em um acidente tende a custar mais do que isso.
Como organizar a troca
- Registrar a data de entrega de cada EPI na ficha de entrega
- Definir a frequência de inspeção e o prazo de reposição por tipo de EPI
- Treinar o trabalhador para comunicar desgaste e danos
- Manter estoque mínimo para reposição imediata
- Guardar os registros: eles são a prova de que a empresa cumpriu a norma
Veja também
- Cinto paraquedista: quando trocar e inspecionar
- Ficha de entrega de EPI
- Custo do acidente x custo do EPI
- NR-6: EPI
Resumo informativo, sem valor de parecer jurídico ou técnico. A redação oficial e vigente das Normas Regulamentadoras está no portal do Ministério do Trabalho e Emprego (gov.br). Para aplicar a norma na sua empresa, consulte o profissional de segurança do trabalho.
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